É que eu já nasci doendo
Lá no hospital meu berreiro foi maior ,
Eu doía e fazia doer a dor de quem me ouvia .
Quando em meus passos primeiros, conta mamãe ,
Que até meus pés se assustava com os gritos dados .
Todo ar era pouco para os suspiros de agonia
que se lançavam em mim durante a puberdade ...
Gente, que fase maldita , eu chorava eu gemia
eu queria eu morria e depois, quando já desfalecido de agonia,
minha alma revivia pra doer mais.
Trabalhando eu conheci minha dor mais forte
A preguiça e o amor , me doía o pé a mão e o coração,
Ele era alto e forte, não me batia, mas me fazia doer .
Ele era lindo e não me amava ,
aí que dor sentia eu !
Mas era assim todo dia , eu o via e sentia dor, eu não via mas doía.
doía tanto que eu sai a francesa daquele canto de escravidão .
Por fim concluo a mim :
aah... a vida que doía ou era eu doía a vida
Nenhum comentário:
Postar um comentário