ela estava dançando no salão ,como sempre, desleixada , estava de cabelos soltos e sapatilhas sujas , ela não era comum, não mesmo , o seu corpo era meio arredondado , sua boca nada era delicada e sua voz meio lenta meio desespera fazia da sua personalidade uma excentricidade aos ouvidos de alguns, Eliza era o nome dela .
Eliza dançava no palco da escola , sozinha , quando joão ... (para ai um minuto ) Já falei de joão pra você meu, caro amigo ? Acho que não , né ? Então , joão era só mais um cara que queria ser alguém diferente , ele era magrelo ouvia jaz e Marcelo , seus olhos castanhos e cheios de atitude não eram assim tão bons quanto os de Eliza , sua voz era calma e tinha uma certa certeza . agora posso continuar . João estava passando pelo corredor da escola quando ouviu um gargalha diferente e a porta do auditório aberta, sem pensar . joão nunca pensava. sem pensar joão entrou e se surpreendeu,
viu Eliza rodopiando no palco e rindo alto até caí e quando caia ria ainda mais alto . Eliza que girava e ria e caia , parou com tudo quando viu um cara estranho olhando pra ela com cara de quem não tinha entendido nada .
- Ei ! O que foi ? Quem é você ? por que você ri enquanto caí ? é doida ?
- Quem é você pra me chamar de doida , você entra aqui com essa cara de fome me observa feito um taradão. Jõao riu quando ela disse taradão . - e ainda me chama de Doida ? Por um acaso você já pensou que o doido desse lugar é você? tô rido pela diversão de poder girar e levantar e você ta rindo do que , que tá fazendo aqui ? Quer saber, esquece, cê já arruinou minha alegria por agora. Fui !
Digamos que joão seja meio lerdo e que nunca tivesse visto uma mulher , menina, tão decida e pronta pra se defender sem precisar de frescurinhas pra isso e quando ele viu eliza rebatendo suas falas repentinas de quem obviamente não pensa , quando ele viu isso , ah... ele se apaixonou na hora sem perceber é claro .
-Ei, ou! Espera ai ! Disse joão
Eliza já tinha pego sua mochila e já tinha saído do auditório quando joão parou na frente dela ,
-Meu nome é joão , não queria te assustar ou ofender , eu só não tinha entendido ...
- Tudo bem , desculpa se fui meio grosseira , mas você foi meio estranho perguntando e olhando e tudo !
E em um piscar de olhos um comprimento de mão foi originado e uma conversa estranha sobre o balé dela e a arte de grafitar dele havia nascido também e mataram o resto da aula juntos no auditório sentados conversando sobre suas vidas .
No outro dia Luiza na porta da escola de calça e uniforme pegou a mão de joão olhou em seus olhos ...
-João , vem comigo quero te mostrar uma coisa.
João meio desconfiado , queria ir aula , era o melhor a se fazer , ir a aula .
acabou indo com a Luiza e ela pegou um ônibus pagou as passagens sorriu pra trocadora que sabia seu nome e sentou com o guri no fundo .
-João você sabe o sentindo da juventude ?
João não soube acompanhar o raciocínio meio filosófico meio bohêmio dela e ficou calado surpreso desentendido, apenas olhando .
- O sentido da juventude é o erro , erramos pra saber como acertar. A vida é como um jogo de três fases , na primeira você aprende as regras e como ser relativamente feliz com elas , na segunda , você aprende mais e ainda coloca em pratica , porém nessa segunda fase , você erra , erra muito pra ver como ser feliz com as consequências do descumprimento delas , além disso você é ensinado que a felicidade não existe que a liberdade morreu quando a civilização nasceu , ou seja , a segunda faze é onde podemos errar pra aprender como é maravilhoso as correntes da sociedade , e por fim , a terceira fase onde se aprende a morrer e morre .
- Sua visão é complexa , medonha e estranha .
- minha visão te assusta porque é verdade , te da medo por que ninguém tem coragem de ser assim tão realista de uma só vez com outro alguém , mas vejo em você uma energia diferente , talvez você me entenda.
João passou a mão na cara dela , como quem diz , cala a boca pelo amor de deus , de uma forma carinhosa é claro .
Foram os dois juntos para a onde Eliza havia programado e joão ficou em boca aberta .
Era um bar com ar de buteco dos anos 50 , bem chulo mesmo , o balconista cumprimentou Eliza, ele era velho , gordo e careca .
Eliza pegou joão pelo braço e o levou para atrás de uma parede decorativa de tijolinhos marrons e subiu alguns muitos degraus até chegar em no telhado do bar e lá estavam os dois no topo do mundo como dizia Eliza .
Ao chegar la em cima ela tirou da mochila uma garrafa de vinho, cigarros e um lençol . Depois de sentados joão disse .
-Você é sempre assim , surpreendente?
-Não , eu apenas não sou uma mulher que tende a se mostrar a todos.
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