Nas praças os mortos vivos, irreconhecíveis.
Passam e não me veem , passam e não nos veem
passaram e nem viram .
viriam eles se eu roubasse se sentisse a minha fome
e roncassem o estomago de pura fome .
EU me vi rico , moderado e pobre .
Fui roubado pelo presidente deputado vereador
até pelo cara da segurança eu fui roubado, sem dinheiro , sem segurança e agora sem esperança .
Não fiz queixa , não reclamei nem gritei .
meu pranto quis falar por mim e eu não deixei .
Fui beber pra esquecer e acabei na praça , e acabei no banco da praça
e me acabei no chão da praça .
Me lembrei de uma frase que dizia que dignidade não é luxo é obrigação
Me lembrei de um sonho , de olhos que olharam pra mim
de gente que queria ajudar , mas que na verdade só queria falar .
E falar eu mesmo falo.
fazer , eu queria também e olha onde eu estou .
Aqui sentado do seu lado te pedindo esmola e você preocupado
se o dinheiro que vai me dar vai pra droga ou comida, tanto faz eu já estou acabado .
a fome amanhã volta se eu comer, a droga passa antes de amanhã e eu morro logo antes desse papo terminar .
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