domingo, 17 de agosto de 2014

O morto vivo

Nas ruas o caos 
Nas praças os mortos vivos, irreconhecíveis.
Passam e não me veem , passam e não nos veem 
passaram e nem viram . 

 viriam eles se eu roubasse se sentisse a minha fome 
e roncassem o estomago de  pura fome . 

EU me vi rico , moderado e pobre .
Fui roubado pelo presidente deputado vereador
até pelo cara da segurança eu fui roubado, sem dinheiro , sem segurança e agora sem esperança  . 
Não fiz queixa , não reclamei nem gritei . 
meu pranto quis falar por mim e eu não deixei . 
Fui beber pra esquecer e acabei na praça , e acabei no banco da praça 
e me acabei no chão da praça . 

Me lembrei de uma frase que dizia que dignidade não é luxo é obrigação
Me lembrei de um sonho ,  de olhos que olharam pra mim 
de gente que queria ajudar , mas que na verdade só queria falar . 
E falar eu mesmo falo.

fazer , eu queria também e olha onde eu estou . 
Aqui sentado do seu lado te pedindo esmola e você preocupado 
se o dinheiro que vai me dar vai pra droga ou comida, tanto faz eu já estou acabado . 
a fome amanhã volta se eu comer, a droga passa antes de amanhã e eu morro logo antes desse papo terminar . 

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